sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Rio, cidade desespero

Rio de Janeiro visto de cima
Chegamos na capital berço de músicos incomparáveis, do Cristo Redentor, do samba, da praias maravilhosas, dos arcos da Lapa, da Pedra da Gávea, Rio! A Sacica aterrissa nas terras cariocas, diretamente na Vila Isabel.
Como já disse anteriormente parte de minha família é carioca, então, de pouso estávamos arranjados. E foi para a casa da Tia avó Maria, uma senhorinha querida e carinhosa, que mora no centro da vila, que fomos numa quarta-feira cinzenta depois do encontro de malabares. A Vila esbanja charme, alegria e uma sensação de “estar em casa”. Lá é todo mundo sorridente e divertido. “Vila Isabel, quem é da vila não vacila”.

Antes de chegarmos na cidade e durante nossa estadia lá, as indicações fora várias, pois, na cabeça de todo mundo, o Rio de Janeiro é um lugar muito muito perigoso. Ande grudada na bolsa, de olho em tudo, não peça informação para qualquer um. Mesmo o pessoal que mora lá, anda com um medo de tudo, sempre em alerta.
Porém, dessa vez, e de outras que estive lá, pelo menos eu, nunca presenciei nenhum ato violento. Claro que devemos andar com cautela nas ruas de qualquer grande capital, pois a violência existe sim, mas acho que o pessoal exagera na preocupação.


Do Leme ao Pontal

Escadaria Selarón
Pelo contrário, o que se encontra no Rio de Janeiro, é uma mistura deliciosa de natureza e metrópole. Do chique e do simples. Da correria ao sossego.
Lá você anda onde Tim Maia citou em suas músicas, senta na mesma pedra do Arpoador que Cazuza sentou, anda na vila que Ponto de Equilíbrio andou, vê e conhece aquilo que vê nos filmes e clipes. É beleza que não acaba mais, em uma capital.
Uma cidade expressiva, com forte intervenções urbanas. Lá tem grafite por todo o lado. Grafites que representam a cara desse povo, um povo alegre e forte, que encara a cidade desespero de cabeça erguida.

Primeira vez para tudo 

Lá, ao invés de preocupação com os “bandidos”, “marginais”, deveríamos ter nos preocupado com aqueles que andam fardados. Bom, como tudo tem sua primeira vez, chegou a nossa vez de termos trabalhos “apreendidos” (para mim, esse ato tem outro nome).
Quem já foi em Ipanema sabe que, lá tem muito vendedor de rua. Vende-se roupas, cangas, artesanatos, alimentos, enfim, tem muito TRABALHADOR na praia. E lá que fomos vender em um domingo de sol.
Nunca tínhamos exposto nossas roupas na rua, sempre fazemos isso em festivais, eventos, exatamente por medo da fiscalização. Maldito dia que fomos escolher expor nossas peças!
Tudo começou quando fomos estacionar. Depois de uns 40 minutos rodando para achar uma vaga na praia, conseguimos.  Então, quando achamos que o problema tinha acabado...A senhora que cuida dos carros, implicou que ali não poderia estacionar a Kombi, pois ela é um ônibus, ela é van, mas nunca um carro normal.
Ela estava equivocada, a Kombi é um carro normal, usa-se carteira simples para dirigir, não fazemos transporte de pessoas, enfim. Mostramos documento, tentamos explicar isso a ela, inclusive chamamos policiais para tirar a dúvida. Todo mundo dizendo a ela que ela estava equivocada.
Então, deixamos o carro ali mesmo. E fomos trabalhar. Dois ficaram com um pano na beira da praia e outros foram andar na areia.
Então, ela volta, com a Guarda Municipal e aponta “aqueles ali que vocês devem tirar, eles me desafrontaram”. Na maior maldade, lá vem eles para cima do pano. Só do nosso pano. Tinham vários outros trabalhadores e eles vieram só no nosso pano. Levaram 12 peças nossas, um estrago de mais de R$500,00 reais.
Quando voltei da caminhada na praia, de baixo daquele sol, me deparei com essa triste notícia. Quando isso acontece, dá uma vontade de sumir. Vai reclamar com quem? Vai buscar seus direitos como? Nem foto nós tiramos da abordagem (que falta faz uma jornalista presente kkkkk). Mas, infelizmente, tudo tem sua primeira vez, muitos artesãos já tiveram seu trabalho apreendido e nós somos mais um na lista.
Lista que não parará de crescer enquanto os artesãos e artistas de rua não forem respeitados e tratados como trabalhadores.

Mas chega de notícia triste querido leitor, vamos ao que interessa. Listamos ai em baixo algumas dicas e indicação de lugares para visitar que fomos e achamos o máximo.



Transporte

Para quem vai visitar a cidade de carro, ou pretende usar taxi, pode saber: vai ter muito engarrafamento. Lá o trânsito é lento a qualquer hora do dia. Uma boa pedida é pegar um ônibus mesmo, tem para todos os pontos turísticos e não demora muito a passar. O metro também é uma ótima escolha.

Natureza

Pedra da Gávea

Para quem vai ao Rio procurando natureza, terá muitas opções. Falando de praia as opções são imensas “do leme ao pontal, não há nada igual” já dizia Tim Maia. Uma boa pedida é ir para a zona sul e visitar as praias mais famosas do RJ como Copacabana, Ipanema e o Arpoador. Na zona oeste temos outras praias lindas como o Recreio, Grumari e a Prainha.
Para os mais aventureiros existem diversas trilhas e morros na cidade, desde curtas até as mais longas. Uma delas é a trilha da Pedra da Gávea. O nome, vem da época do descobrimento quando os marinheiros acharam a sua forma parecida com o cesto de gávea. Ele foi o primeiro morro a ser batizado no RJ. Em tempos antigos ele era usado para avistar barcos piratas.
O nível da subida é médio avançado, sendo puxadinho para iniciantes, principalmente na parque chamada de carrasqueira, na qual você tem que escalar as pedras na ponta do abismo, sem nenhuma proteção. Não é a toa que o morro, é considerado o que mais tem acidentes no Brasil. É nessa parte que muita gente desiste por ficar com medo.
Para os que não são de desistir, assim como eu, você encontra, ao final da subida, uma vista privilegiada da cidade com 844 metros de altura. E encontra também muito sol, a dica é ir o mais cedo possível.

Circo
Claves novas 
Na cidade se encontra a Escola Nacional de Circo. Então, lá tem um movimento circense muito forte com diversas companhias de alto nível. Tivemos a sorte de estar na cidade bem na época do Festival Internacional de Circo, que acontece todos os anos. Pudemos conferir espetáculos gratuitos de grupos de todo o mundo.
Todas asquarta-feiras tem encontro encontro de malabares na Praça da Bandeira. E para quem quiser conhecer uma loja cheia de coisas lindas e prateleiras coloridas, pod
e procurar o Martin Malabares, ele tem tudo de artigos circenses. (foi la que comprei minhas primeiras claves, essas rosas da foto ♥)

Cidade
Arcos da Lapa
Não preciso dizer que se você procura uma noitada, uma cervejinha e um bom bate papo você está no lugar certo. Tem barzinho por todo o lado e de todos os estilos. No final de um dia quente, nada melhor que uma cervejinha para animar.
A noite nos arcos da Lapa é a minha favorita. A rua se enche de gente, os estabelecimentos lotados. Ali tem hip-hop, aqui samba, acolá rock’n’roll. Um lugar eclético e animado, sem contar na beleza do Arcos da Lapa. A Pedra de Sal também é um lugar agradável para tomar uma cervejinha e conhecer gente nova.
Ali, bem pertinho da Lapa você também pode conferir a beleza da escadaria Selarón, artista chileno Jorge Selarón. A escada, que é uma verdadeira obra de arte, é, como ele mesmo dizia, sua homenagem ao povo brasileiro. Trazendo, em cada um de seus azulejos coloridos, uma história para contar e encantar.
Noitada na Lapa, eu mereço!
Já no centro, temos o Centro Cultural do Banco do Brasil, que, além de sua arquitetura  neoclássica  podemos conferir diversas exposições e mesas redondas. Nós, visitamos a do Castelo Ra-tim-bum o qual estávamos a tempos querendo ir.Ela estará no local até dia 11 de Janeiro e tem entrada franca.
Que for visitar a cidade também não pode deixar de conferir aqueles pontos turísticos mais visitados como o Cristo Redentor, Bondinho da Urca, Jardim Botânico, Maracanã e Copacabana Palace.




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